quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Aqui, ali, em qualquer lugar..

De repente uma vontade louca de voltar a escrever, continuar com as retrospectivas. Talvez por já estar perto da volta, talvez por eu já estar nutrindo uma espécie de saudade antecipada. 'Se calhar' é isso mesmo, me perco nas palavras e por um instante vivo de novo as maravilhas e frustrações de uma vida de viajante.

Então voltamos à Portugal. Aquele país cheio de história, poesia, céu azul, azulejos e portugueses. Um povo cheio de saudade que leva na memória a glória dos tempos de império, os descobrimentos, a descoberta dos mares. Hoje tudo é nostalgia, lembranças de um passado bonito que deixou um certo amargo nos nativos desse país maravilhoso e, como o Brasil, abençoado por Deus. Um amargo que reflete na relação com os filhos Brasileiros. Desrespeito, agreções (na maioria das vezes verbais), vulgarização, generalismos.
Quando cheguei em terras lusitanas, levava no coração um certo romantismo, vontade de conhecer o meu passado e assim aprimorar uma espécie de autoconhecimento. Estudar em Portugal, trabalhar em Portugal, conhecer os parentes portugueses, a casa da avó, o velho mundo, viajar pela europa. E, por fim, voltar ao Brasil.
Não sou ilegal, não vendo a alma nem o corpo, não fui atrás de dinheiro, queria viver experiências, acima de tudo, posso dizer que sou uma pessoa honesta, possuo duas graduações e cada vez mais à aprender. Quase tudo o que eu queria fazer deu certo, mas meu queixo caiu com a receptividade desse povo. Chorei várias vezes, tive vontade de voltar, mas acabei mudando de endereço e país. Não quero levar mágos de Portugal, amo esse país, mas não posso dizer que não guardo mágoas dos portugueses (olha eu generalizando aqui), e não é fácil para mim dizer uma coisas dessas. Fui muito bem recebida por meus parentes lá no interior de Águeda. Sou a cara da prima, não nego. Gente simples e hospitaleira que me recebeu como um filho pródigo. Não fiquei com eles, voltei à Lisboa e quebrei a cara. Mas não quero falar disso. Também errei quando fui sem planos bem traçados. Enfim.
Muitas coisas boas aconteceram, fiz amigos, conheci gente do mundo inteiro, aprimorei meu italiano, vivenciei a cultura espanhola ao dividir o ap. e os dias a fio com os hermanos, fui à praias lindas, conheci o Porto e o Vinho do Porto mais de perto, conheci Portugal de norte a sul, fui ao Marrocos, fui a Madri, comi muito bem, fui à festas divertidíssimas, aprendi a conviver com a saudade e dar mais valor à família, ao Brasil, aos brasileiros e tudo mais relacionado. Aprendi a levar uma vida mais simples, sem salto alto, carro e dietas. E se pudesse voltar no tempo mudaria poucas coisas.
Por fim, deixei Portugal muito melhor do que cheguei, uma Tati mais preparada para a vida, menos inocente e muito mais tolerante.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Oi, olha eu aqui de novo!

1000 anos depois resolvi voltar a escrever... mas primeiro indico a quem quiser saber um pouco sobre como nós (sim eu também), brasileiros expatriados, nos sentimos em várias situações que envolvem um novo país, uma nova vida, uma nova cultura, happiness and sadness, o blog Brazil com Z.

Como está chegando a minha hora de voltar a vida real (qual vida real?), o que me deixa muito muito feliz e ao mesmo tempo já com saudades de tudo e um pouco frustrada em largar a mochila, os últimos posts com o tema "voltar ou não voltar" cairam-me como uma luva (credo, mais clichê impossível essa expressão!).

O Brasil com Z é um blog em que vários brasileiros que moram fora colaboram contando suas percepções sobre assuntos especificos. É um dos que mais leio.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Diga-me o que lês e eu te direi quem és

Faço aqui uma pausa nas retrospectivas para responder um meme que recebi da Andréia:

1. Livro/Autor(a) que marcou sua infância:
Humm, sou mais uma que não lia livros na infância, apesar de todo o insentivo que sempre recebi do meu pai. Mas li bastante gibis. Adorava os da Turma da Mônica e era sócia do Clube da Barbie, ou seja, tinha a coleção de gibis desde o início. Ah livro livro mesmo lembro de um que meu pai me deu uma vez da Bela Adormecida, acho que fiquei meio impressionada com a história, sei lá, criança viaja.. Bons tempos!

2. Livro/Autor(a) que marcou sua adolescência:
Na adolescência eu também lia muito pouco, mas comecei a me interessar por biografias, em especial A Divina Comédia dos Mutantes (de Marcelo Calado), que é um livro sensacional! Hoje tenho ele autografado, a contragosto, pela Rita Lee.

3. Autor(a) que mais admira:
Bem na verdade eu admiro todos os autores, mesmo os que não gosto, só pelo fato de terem publicado um livro, acho o máximo! Mas ok, posso citar alguns que eu gosto de ler: Fernanda Young, Margarida Rebelo Pinto, Cláudia Tajes, Fabrício Carpinejar, Marian Keyes, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Luis Fernando Veríssimo, Clarice Lispecto, Khaled Hosseini (O Caçador de Pipas), Harriet Logan (Mulheres de Cabul) David Ogilvy (O Publicitário) e, sim, eu admito que gosto de Martha Medeiros.

4. Autor(a) contemporâneo:
Meio redundate esse tópico, visto que quase tudo o que leio é contemporâneo.

5. Leu e não gostou:
Ihh tanta coisa, Garotas que dizem ni, Na Sala com Danuza Leão, Never say Never, Dores do Amor Romântico, Sex and the City, Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?, Os Piores Textos de Washington Olivetto, Coincidências e Condomínios...

6. Lê e relê:
Leio e releio, várias vezes, os de contos, crônicas e poesias que me agradam, os da Martha, do Veríssimo, Vinícius, Carpinejar, Margarida, alguns de jornalistas contando aventuras da profissão também gosto muito e releio, tais como Expresso Oriente (Cézar Tralli) e Às Margens do Sena (Reali Jr.) ... Mas aproveito esse tópico para citar alguns livros que não reli, mas acho fantásticos: Flores Brancas de Oleandro (Janet Fitch), As Pessoas dos Livros (Fernanda Young), Aritmética (Fernanda Young), Casório?! (Marian Keys), Sushi (Marian Keys), Não há Coincidências (Margarida Rebelo Pinto), Viagem sem Regresso (Katy Gardner), O Diário de Anne Frank, Amar depois de Amar-te (Fátima Lopes), Marley e Eu (John Grogan), e os já citados, O Caçador de Pipas, O Publicitário e Mulheres de Cabul.

7. Manias:
Eu não sou uma pessoas de muitas manias, mas quanto a livros tenho lá minhas chatices. Não gosto de livros usados, por exemplo, amo cheiro de livro novo e jamais compro livro em sebos, sei lá, livro pra mim é algo muito pessoal, mesmo não sendo. Outra, copiei uma ideia que achei o máximo, mandei fazer um carimbo com meu nome especialmente para marcar as folhas de rosto dos dito cujos, assim fica mais fácil deles voltarem quando empresto. Também não gosto muito de emprestá-los. Eu juro que não sou uma pessoa egoista! Mas é que livros são livros.

8. Quero ler em 2009:
Noites Tropicais (Nelson Motta). Nossa! Comprei esse livro e não tive tempo de ler, está me esperando lá no Brasil, esse e tantos outros que ganhei de formatura, tais como a Biografia da Elis, Tantas Palavras (do Chico), alguns técnicos (que também gosto) e de jornalistas que contam suas histórias, tudo lá guardadinho me esperando, ai ai. Mas a verdade mesmo é que ando louca pra ler um bom livro em português, mesmo até que não seja tão bom assim...

Repassando para Kel, Pri, Thaise, Daia e Joice

domingo, 21 de dezembro de 2008

Então é Natal...

Credo! Passou voando. Os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, tudo a 110, 120, 160, só pra ver até quando o motor aguenta. Tempo, tempo, tempo! E como passou tudo muito rápido, vou falar sobre o natal passado, claro, que parece que foi ontem. E foi mesmo.

Era o meu quarto mês lisboeta. Entre frustrações, surtos de identidade, felicidade, acertos e alguns tropeços, recebo a inusitada visita italiana do meu irmão, afinal, natal tem que ser em família e se não pode ser a família toda, como nos bons tempos, que seja uma pequena parte dela, o irmão que de uns anos pra cá mora lá na bota e desde sempre no meu coração.

Não tínhamos grandes planos, aliás o único plano era estarmos juntos, e como todo mundo viaja nessa época, a maioria dos erasmus volta pra casa, hermanos na espanha, brasilian girando o mundo com suas mochilas coloridas, coisa e tal, resolvemos afinal que passaríamos o natal em uma república erasmus com meia dúzia de gatos pingados.

Foi quando, por acaso, perto das nove da noite, dobro uma rua qualquer de São Sebastião, sem um motivo muito claro, e encontro o Baiano. Sim, eu acredito no acaso, o destino é a gente que faz, entre escolhas e acasos "- Hei, vocês não vêm passar o natal lá em casa?", é verdade ele tinha convidado, mas, mas, mas, foi um convite tão animado dessa vez e assim inesperado que, bora lá comprar cervejas e uma torta para a sobremesa (sim em Lisboa é possível comprar cervejas e torta de natal as 21h do dia 24 de dezembro). Eu, o Leo e a meia dúzia resolvemos ir ver qual é. Depois vi que tinha chamada perdida no 'telemóvel'..

Acho que era quase 23h quando tocamos o interfone e atendeu um gringo falando português do brasil muito fluente, fomos até o terceiro andar e lá estava o Boy, o tailandês mais brasileiro que tem, fomos entrando assim como quem não quer nada, e encontramos um pessoal muito animado, música alta e boa, muita comida e bebida. Foi doido! (como diria o Baiano), um verdadeiro surto coletivo, contraste de culturas (tinha gente de todo mundo) e por fim, todo mundo se acabando de tanto dançar, o samba, sempre o bom e velho samba. Tudo isso terminou na manhã do dia 25.

Foi o melhor natal que eu poderia ter naquelas circunstâncias, nem sei porque, mas me senti um pouco em casa, mesmo com todas as diferenças.

Então o Baiano salvou o nosso natal, e ali começou uma bonita história de amizade sobretudo. Apartir daquela noite o Baiano passou a fazer parte dos meus dias no velho mundo e assim como quem não quer nada acabou se transformando em um verdadeiro anjo da guarda.


ps: as pessoas da foto não estão citadas no texto, mas também foram bem importantes naquele natal, a Cris e o outro baiano :)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vamos ao Bairro?


Bairro Alto; as vielas do Fado, o Mescau, as Canecas, o Oka, a Sociedade dos Loucos e Sonhadores... Ai quanta saudade!! Daqui há pouco vai fazer um ano. Impossível falar de Lisboa sem citar esse lugar que me proporcionou tantos momentos.

O Bairro Alto é o lugar para curtir cerveja barata, amigos, gente louca e feliz, risadas e descontração total em Lisboa. Sem dúvidas o cenário das minhas noites mais legais na terrinha. Era lá onde eu encontrava os hermanos espanhois, os brazilian, os erasmus de todo, as guriiiias, i amichi italiani. Segundo a Cris eu conhecia TODOS os italianos de Lisboa. Haha nem tanto amiga, mas pelo fato de eu ser uma pessoa que falava (um pouco) italiano e (um pouco) português acho que fui bastante útil, principalmente para os italianos recém chegados e devo a eles um grande progresso no meu italino.

Confesso que a primeira impressão não foi a melhor, o Bairro (nome carinhoso que adotamos) é um lugar simples, de ruas estreitas, paredes pichadas e pessoas tomando suas "canecas" pela rua. E em alguns lugares o bairro não é muito bem frequentado. Mas depois que se sabe onde ir, o Bairro simplesmente vicia!

Os lugares.. Ai os lugares, cada um com suas peculiaridades; Mescau era o bar dos Erasmus (intercambistas universitários europeus), estudantes de mente aberta, mas sobretudo outras mentes, outras idéias, diversidade cultural total. As Canecas, hehe, na verdade nem era esse o nome do bar, juro que não lembro qual era o nome, ficava um pouco para cima do Mescau, dobrando a direita e depois a esquerda e pra mim sempre vai ser o Canecas, o nome que os hermanos adotaram e eu fui de carona, era lá onde comprávamos nossas canecas por (apenas) 1,50 euros.

Bem pertinho do Canecas tinha um bar brasileiro, onde tocava Ana Carolina, Lenine, O Rappa, o melhor da MPB e vez ou outra rolava até um forrozito. Andando um pouco mais, a esquerda e depois a direita, o Oka, um bar também muito frequantado por brasileiros, onde tocava samba e pagode de raiz ao vivo, e todo mundo dançava até cair, coisa boa! Lá era quente e apertado, mas show de bola o bar do Dennis. Mais legal era ver os gringos sambando, sem vergonha de ser feliz, todo mundo. A Sociedade dos Loucos e Sonhadores era mais longe, eu nunca sabia direto como chegar lá, era um clima mais intelectual, muitos livros, mesinhas comportadas e também música boa, mais rock'roll, quase nenhum brasileiro, um lugar que pode ser mesmo definido pelo nome, um lugar para os loucos e sonhadores, eu.

E o fado? Pelas vielas do Bairro sempre é possível encontrar um bar de Fado Amador, lindo! Uma música tocada com um sentimento, uma emoção, capaz de tocar os corações mais gelados. A vontade é deixar mesmo as lágrimas rolarem ao viajar (interiormente) ao som do Fado, vide Juliana, catarina de Joinville, companhaeira de quase todas as horas na querida Lisboa.

Fim de noite era no Jamaica, se fecho os olhos posso ouvir aquela última música, que não sei de quem é, mas era tipo em "câmera lenta" com um sininho ao fundo e todo mundo dançando de jeito esquisito. Fim do Jamaica, fim de tudo, fome! Hora de comer pão com chouriço e caldo verde nas rendeiras, delícia! Será que engordei na Europa?

PS nada a ver com a história, mas ainda em tempo: hoje, 6 de dezembro de 2008, era o dia que eu ia para o Brasil, pela terceira vez, e adiei a passagem...

sábado, 22 de novembro de 2008

E foi assim que cheguei em Portugal

Definitivamente não dá para escrever tudo sobre Lisboa em um post, nem em um milhão deles. Confesso que não sei nem por onde começo a descrever aqueles longos, rápidos, felizes e angustiantes sete meses. Quem sabe parto do princípio?

Conto que perdi o vôo e tive que passar a noite no aeroporto de Milão? Uma loooonga história, prefiro resumir colocando a culpa na Trenitáila, a maldita Trenitália. A quem precisar de trem na Itália aconselho que programe-se muito bem para chegar no destino pelo menos umas oito horas antes do esperado. Enfim. Meu avião ainda estava lá, mas a hora do check-in terminara ha cerca de 10 minutos. Não teve jeito, graças a deus o 'jeitinho brasileiro' não funciona aqui. 'Que confuso, a maluca perde o vôo e diz que graças a deus?!' Na hora bateu um desespero, claro, fiquei muito inconformada, mas hoje acho importante que as coisas funcionem com uma certa rigidez para que haja disciplina e para que tudo realmente funcione de verdade, capice? E pode me atirar todas as pedras, mas posso notar com absoluta clareza que o meu Brasil amado está precisando muito acabar com o tal jeitinho.

Ok, o próximo vôo sairia no próximo dia, no mesmo horário, isto é, um dia em Milão, com um milhão de malas e sem dinheiro para gastar com albergue ou outra coisa qualquer. Fui de um aeroporto ao outro, bus free, puxei o Paulo Coelho em italiano da mochila e dormi em poltronas reclináveis, um luxo, e roubaram meu óculos de sol enquanto eu dormia. Pensou que roubos não acontecem no primeiro mundo é? Eu também. Pior do que acontecer roubos no primeiro mundo é não ter óculos chique, bom e barato para comprar aqui como tem no Chuy (cidade que faz fronteira entre Brasil e Uruguai bem perto lá de onde eu vim). Aliás, pior do que os outros brasileiros que ficam comparando o preço das coisas em euros e reais, sou eu que comparo o preço das coisas aqui com os free shops do Chuy. Está passando um pouco.

Dessa vez fui a primeira na fila do check-in. E com esse tempo todo no aeroporto fui fazendo meus contatos. Conheci o Gianluca, um maluco de mochila, barba mal feita, piercing, calças largas e tatuagens falando um português quase ininteligível, pelo menos pra mim. Gianluca é um italiano que vive em Portugal, e é completamente deslumbrado por Lisboa, há 3 anos (4 agora?). Ora pois, entender um italiano com todo aquele sotaque falando português de portugal não é fácil mesmo! E nossa conversa de louco rendeu, eu falando italiano e ele português. Nunca esqueço: "Forse é se calhar não é?! Hein?!?! Forse é talvez!!" Se calhar, ele teve que repetir umas cinco vezes porque para mim soava algo como 'secalhar' assim tudo junto. Ok, se calhar é forse e o rapaz não conhecia a palavra talvez, que quase não se usa em Portugal. Basicamente falamos sobre idiomas e sobre Lisboa, que ainda estava só na minha imaginação. Conheci mais gente, o Pedro e um outro senhor de terno, naturais de Leiria (cidade do meu sobrenome!) que me contaram umas coisas de lá, inclusive sobre o famoso Castelo de Leiria que, segundo eles, quase foi 'roubado' por um brasileiro que chegou lá dizendo que o castelo pertencia a um decendente. Também conheci uma erasmus italiana sonhando com os próximos meses. Erasmus são, basicamente, universitários europeus que fazem intercâmbio entre universidades.

Tu tu tu... "-Alô", "-Cris? Tô chegando em cerca de duas horas, tens como ir ao aeroporto?" "-Ixi! Tô em aula, é longe, mas vou tentar". Cris é uma grande amiga da vida toda que seguiu outro rumo, deixou o Rio Grande há cinco, seis anos (?!) procurando se encontrar na piscologia e acho que ela se achou. Enfim, cheguei em Lisboa e ela estava lá e ver a Cris(sizinha) no aeroporto me deu uma felicidade tão grande! Parecia que eu tinha voltado no tempo uns 10 anos, tempo em que a gente se via quase todo dia e falávamos sobre quase tudo. Quando nos reencontramos lá naquele lugar incomum não foi muito diferente, só que os assuntos agora eram um pouco, mas só um pouco, mais maduros. Pegamos um ônibus e um metrô (em Portugal é auto-bus e metro - assim sem acento).

Tudo muito lindo, a noite começando a dar o ar da graça e thãnãnãnã! Vimos um assalto no metro! E eu ali com todas as minhas malas e a maior pinta de turista, acho que fiquei azul. Ridículo, um cara arrancou a carteira do bolso de um gringo (tava na cara que era gringo). Pensa que ficou por isso mesmo? Não ficou, uns outros caras viram o assalto e foram para cima do ladrão que desceu do metro cuspindo e fazendo gestos, mas devolveu a carteira. Um absurdo.

E foi assim que cheguei em Portugal.

ps: dois roubos em menos de dois dias, lá de onde eu vim, nunca vi isso.